AEAR – Escola Básica e Secundária Aquilino Ribeiro, Porto Salvo, na Sede da UNESCO Paris, 27 a 30 Abril 2019

Missão cumprida!

Os nossos treze jovens embaixadores do 8º ano visitaram a sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em Paris, França, no passado dia 29 de Abril, durante uma estadia de quatro dias na “Cidade Luz”. Foi o culminar do Projecto Atlântico “Building Bridges Learning Citizenship” (Construindo Pontes Aprendendo Cidadania) de Educação para a Cidadania, para o Desenvolvimento e Paz Sustentáveis.

O grupo de estudantes, acompanhado de quatro professoras e um encarregado de educação, foi recebido pela Senhora Assistente para a Educação da Direcção-Geral da UNESCO, Stefania Giannini, pela Senhora Coordenadora Internacional das Escolas Associadas da UNESCO, Sabine Detzel e pela Senhora Adida da Delegação Permanente de Portugal na UNESCO, Teresa Salado, sem esquecer a visita prévia ao edifício e obras de arte guiada pela estudante universitária estagiária na UNESCO Rayehane Djedje.

No encontro, falou-se em inglês, francês, espanhol, crioulo de Cabo Verde, um pouco de italiano e em português, língua que queremos oficial também nesta organização mundial. Os jovens apresentaram os resultados do Projecto Atlântico e expuseram as suas reflexões e propostas de solução para os desafios do futuro no quadro dos 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Entregaram no fim a Carta de Intenções que subscreveram e pretendem pôr em prática a partir de sua escola e lembranças da escola e do município.

Este encontro foi possível graças à colaboração entre a Escola e a Comissão Nacional da UNESCO, tendo sido a viagem co-financiada por pais, encarregados de educação e Câmara Municipal de Oeiras.

É claro que, como atestam as fotografias, não podiam deixar de ser visitados os locais- património cultural da cidade e fruir de um pouco de diversão!

As Terapias em Crianças

A Cooperativa Nova Morada em conjunto com ArticularMente (Centro de Psicologia e Terapia da Fala) irá desenvolver uma ação de sensibilização denominada “As Terapias em Crianças”, aberta a toda a comunidade educativa (pais, professores, educadores e demais pessoas interessadas) e sem quaisquer custos associados.

Esta ação de sensibilização contará com a presença de técnicos especializados em diversas áreas da saúde infantil (Psicólogos, Terapeutas da Fala e Psicomotricistas), que irão apresentar as diversas valências, quais os sinais de alerta e consequente encaminhamento das crianças, de modo a consciencializar a comunidade educativa para os benefícios de uma atuação técnica célere e adequada às necessidades das crianças e das famílias.

Esta ação realiza-se na próxima segunda-feira, dia 1 de Abril às 18h na Cooperativa Nova Morada.

Inscrições e Informações:

social@nova-morada.com

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Atletas de Basquetebol do Centro de Treino de Alto Rendimento no AEAR

No passado dia 19 de março, entre as 10.00 e as 12.00h estiveram presentes no nosso agrupamento cinco atletas de Basquetebol  feminino, residentes no Centro de Treino de Alto Rendimento, para confraternizar com os alunos das turmas e com os alunos dos núcleos de desporto escolar basquetebol.

As atletas que habitualmente vivem no Centro de Treino de Alto Rendimento do Jamor, jogaram com os alunos da escola, assim como arbitraram jogos e auxiliaram no desenvolvimento de algumas técnicas mais especificas da modalidade.

O Centro de Treino de Alto Rendimento do Jamor, acolhe atletas nacionais (continente e ilhas) de várias modalidades. A partir dele os atletas fazem a sua vida diária durante a semana. Os treinos são administrados no próprio Centro. Os atletas frequentam as escolas da vizinhança.

Foi uma manhã excelente em que a simpatia e a cooperação foram uma mais valia. Sublinhamos o nosso agradecimento à professora Ana Margarida Faria que tornou possível a vinda das jogadoras à nossa escola.

Canoagem: Alunas da AEAR arrasam nas provas da CLDE-ACO

Nos dias 20 e 21 de fevereiro, o agrupamento esteve presente nas provas de canoagem  da Coordenação do Desporto Escolar – Amadora, Cascais e Oeiras (CLDE-ACO).

Os alunos do nosso agrupamento participaram nos escalões Infantis A e B, no dia 20, e no escalão juvenis no dia 21.

As alunas do nosso agrupamento estiveram em evidência pelos resultados conquistados. Nos infantis A, Lara Amorim e Margarida Dolores terminaram a prova de fundo em 3º e 4º lugares, respetivamente. Nos Juvenis, na mesma prova, Carla Monteiro e Ana Rita Monteiro fizeram uma “dobradinha” (1º e 2º) para o nosso agrupamento. Os rapazes classificaram-se em 4º, 5º e 6º lugares.

Na prova de slalom, Carla Monteiro esteve de novo em evidência ao terminar na 1ª posição. Desta vez foi Alessandra Alves que a acompanhou ao pódio, onde ocupou o 3º Lugar. Ana Rita Monteiro, ao terminar no 5º posto fez com o nosso agrupamento conseguisse colocar 3 participantes nos 5 primeiros lugares. Nos rapazes David Teixeira, Edgar Cruz, João Nunes, Tiago Silva e Eduardo Varela terminaram  nos 4º, 7º, 8º, 10º e 11º lugares. Também aqui o nosso agrupamento se destacou com a colocação da 4 participantes nos 10 primeiros classificados.

Finalmente, na velocidade, foi a vez de Alessandra Alves fazer as honras da casa e arrecadar o primeiro lugar. Ana Rita Monteiro conquistou o e Carla Monteiro o 5º. Mais uma vez, as nossas 3 raparigas ficaram entre as 5 melhores.

Nos rapazes, David Teixeira terminou no 5º lugar, Tiago Silva em 8º, João Nunes em 9º, Edgar Cruz em 12º e Evandro Varela em 18º.

Nos Infantis, Lara Amorim voltou ao pódio com um lugar e Margarida Dolores terminou a prova na 5ª posição.

Foi uma participação brilhante dos nossos alunos que mais uma vez contribuíram para o bom nome do nosso agrupamento. Parabéns!

AEAR – Exames nacionais

AVISO

EXAMES DO ENSINO SECUNDÁRIO 2019

prazos de inscrição para exames do ensino secundário:

1ª Fase

prazo único: 28 de fevereiro a 18 março

-os alunos que anularem a matrícula após o prazo de inscrição para a 1.ª fase, acima

mencionado, devem inscrever- se ou atualizar a sua inscrição nos dois dias úteis seguintes ao da anulação da matrícula.

-os alunos do ensino secundário, que pretendam concluir disciplinas cujo ano terminal

frequentaram sem aprovação, devem inscrever- se ou alterar a sua condição para alunos autopropostos, mediante o preenchimento de um novo boletim, para os exames finais nacionais ou provas de equivalência à frequência da 1.ª fase, nos dois dias úteis

seguintes ao da afixação das pautas da avaliação sumativa final do 3.º período.

2ª fase

– prazo único 12 a 16 de julho

documentos a apresentar no ato da inscrição:

1) 1º fase – boletim de inscrição mod 0133 devidamente preenchido (à venda na papelaria da escola) – 2€

2ª fase – boletim de inscrição – mod 0134 devidamente preenchido (à venda na papelaria da escola) – 2€

2) fotocópia de b.i/titulo de residência/cartão de cidadão (atualizado)

3) documento comprovativo de habilitações literárias e boletim individual de saúde (alunos sem processo da escola-externos)

4) recibo do pedido de atribuição de senha para acesso ao sistema de candidatura online disponível na pagina da internet – www.dges.gov.pt

caso pretenda concorrer ao ensino superior público em 2019

propina de inscrição para exames

alunos internos não estão sujeitos ao pagamento de propina em disciplinas a que se apresentem com alunos internos, tanto na 1ª como 2ª fase dos exames.

todos ao outros alunos estão sujeitos ao pagamento de propina no valor 3,00€ por disciplina.

a inscrição fora do prazo normal está sujeita ao pagamento suplementar de 25,00€ (qualquer que seja o número de disciplinas).

nos exames para melhoria de classificação é devido o pagamento de 10,00€ por disciplina.

os pré-requisitos encontram-se afixados no placard junto à cabine telefónica.

porto salvo e agrupamento de escolas aquilino ribeiro 27 de fevereiro de 2019

DESPACHO NORMATIVO Nº 3 -A/2019h

NORMA 1 – JNE – 2019 instruções para a realização de provas e exames do ensino básico e do ensino secundário.

Matilde Duarte (AEAR – 5ºB) vence Corta-Mato da fase de Coordenação Local

A aluna Matilde Duarte, da turma B do 5º ano, venceu o seu escalão do Corta-Mato da fase de Coordenação do Desporto Escolar da Amadora, Cascais e Oeiras.

O nosso agrupamento fez-se representar pelos alunos da UAM, pela Matilde Duarte do 5º B e pela Daniela Bragança do 11º B que infelizmente se lesionou e, por isso, não lhe foi possível de terminar a prova.

A todos os participantes damos os nossos parabéns pelo excelente trabalho desenvolvido.

AEAR – Dia do afetos

Decorreu na passada segunda-feira a celebração do dia dos afetos.

O evento foi marcado por um abraço coletivo de alunos à volta dos pavilhões da escola-sede.

Na escola de Porto Salvo foi realizado um abraço de todos os alunos à volta do campo de jogos, bem como leitura de livros referente ao tema. Os alunos da escola realizaram ainda duas maçãs dos afetos que serão expostas na biblioteca de Oeiras.

Na terça-feira, dia 12, na biblioteca da escola sede, decorreu uma sessão de esclarecimento sobre os afetos, orientada pela enfermeira que dá apoio à escola e com a presença dos alunos do 9ºano, turmas A e B.

Reportagem SIC


Robotica do AEAR em 7º lugar

Este fim de semana decorreu a formação em Robótica, o RobôOeste, na cidade de Torres Vedras.

Para além da montagem de um robôt e sua programação, existiu uma competição de seguimento de linha entre as equipas presentes.

A equipa do nosso agrupamento, designada por CPR-AEAR, ficou em sétimo lugar num total de 37 equipas.

Jr.NBA no AEAR (2ª Jornada)

Decorreu no passado dias 25 de Janeiro, no pavilhão da escola sede do agrupamento, a segunda jornada do torneio Jr NBA em Basquetebol.

O evento organizado pelo nosso agrupamento, sob a liderança da professora Cristina Bordadágua, correu muito bem, sem atrasos e com tudo a correr conforme é exigido pelas entidades promotoras do evento.

Cristina Bordadágua deixa ainda “um agradecimento muito grande aos alunos da turma de Desporto, bem como aos restantes envolvidos na realização do evento, sem os quais seria impossível levar a cabo com exito e dentro dos padrões exigidos pelos promotores, uma organização destas”.

Jr NBA Divisão Pacífico 2ª Jornada

AEAR: Entrevista com Ana Fermoselle

A Escola Básica e Secundária Aquilino Ribeiro, sede do Agrupamento de Escolas Aquilino Ribeiro, faz parte da Rede de Escolas Associadas da UNESCO desde 20 de Novembro de 1991, sob a tutela da Comissão Nacional da UNESCO.

O Núcleo da UNESCO surge naquela data dinamizando, primeiro na escola sede e posteriormente em todas as escolas do Agrupamento, práticas pedagógicas inseridas numa cultura de Paz, de acordo com o objetivo geral das escolas associadas: “através da educação, aprender a viver em conjunto numa comunidade global”.

É desde 2002/2003 que a professora Ana Fermoselle coordena esse Núcleo.

A UNESCO é a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura e em Portugal conta com mais de100 Escolas, Agrupamentos, Colégios, Jardins de Infância, Institutos, Centros de Formação e Escolas Superiores e mais de 30 Bibliotecas associados. As funções do Núcleo da UNESCO (assim chamado no nosso Agrupamento) prendem-se com a educação para a Paz e respeito pelos Direitos Humanos, mas hoje vai um pouco mais longe, abrangendo também o Desenvolvimento Sustentável, a Cidadania e a Diversidade Cultural, entre muitas outras questões emergentes na nossa atualidade.

Tivemos uma conversa com a Ana Fermoselle para tentarmos saber um pouco mais acerca do Núcleo da UNESCO, do que promove e como o promove.

AEAR – Tendo em atenção as funções de educar para a Paz e respeito pelos Direitos Humanos e sendo este um Agrupamento de Escolas que abrange culturas tão diversas, a existência do Núcleo da UNESCO revela-se de grande importância. Como avalias a intervenção do Núcleo no Agrupamento?

Ana Fermoselle – Muito, muito importante! Este Agrupamento tem todas as características necessárias para o desenvolvimento de projectos no âmbito de aquilo que a UNESCO proclama.

Os 4 pilares da Educação para o séc. XXI são: aprender a Conhecer, aprender a Fazer, aprender a Ser e aprender a Viver Juntos, pelo que, abrangendo um conjunto de comunidades tão diversas como aquelas de que os nossos alunos fazem parte, o trabalho nestes 4 pilares acaba por fazer ainda mais sentido.

A coordenação nacional e internacional da UNESCO está sempre a desafiar-nos para novos projetos em áreas como a Humanidade, o Património ou o Ambiente, tratando questões sociais e desenvolvendo projetos em parceria. Este desafio não teria a mesma importância se, por um lado, o Agrupamento não fosse um espaço de ação privilegiado, dada a diversidade cultural, e por outro, se a nossa ação não fosse bem recebida.

Devido a termos tantas culturas envolvidas no nosso tecido social e dado o trabalho que temos desenvolvido na área da interculturabilidade, o nosso Agrupamento recebeu, no ano passado, o Selo de Escola Intercultural. Aproveito para lembrar o trabalho extraordinário desenvolvido pelas colegas Margarida Salvador e Antónia Ramos, com o projeto Terra Colorida, onde desenvolvem projetos de educação intercultural com os alunos.

AEAR – Como vês a influência destas ações nos alunos?

Ana Fermoselle – Muito positiva!

Há anos atrás com um projecto Comenius em que o tema principal foi a formação para uma cidadania participativa e responsável, os alunos tiveram que desenvolver no espaço temporal de 2 anos um trabalho em parceria com escolas da Polónia, França e Espanha.

Os alunos, uma turma neste caso, trabalharam com os professores temas como a Cidadania Europeia, o património, o holocausto nazi, as migrações e a igualdade de oportunidades. Após muito trabalho (obrigatório) de preparação, realizado de forma transversal entre os diferentes países, para além de termos recebido os professores do intercâmbio na nossa escola-sede, e também os estudantes franceses, os alunos que participaram no projeto fizeram a sua primeira mobilidade a Paris e a segunda a Cracóvia e Auschwitz.

Neste último local, a perceção do que sucedeu a jovens da idade deles, naquele tempo, em comparação com o levantamento que fizeram das suas próprias comunidades, dos problemas existentes no seu bairro, escola e turma, levou a que começassem a ver a realidade com outros olhos. Perceberam isso e tornou-se evidente para eles, no resto do ano escolar, que se não se tratarem as questões culturais existentes com mais respeito, com mais tolerância, no final as coisas poderão vir a acabar em outro holocausto como o que ocorreu na 2ª grande guerra.

A influência do projeto na postura, nas relações daqueles alunos com os seus pares, foi efetiva!

AEAR – O desenvolvimento destes projetos com os alunos, só é possível com a colaboração dos professores. Como levas a cabo a construção dessa relação com os professores?

Ana Fermoselle – O nosso maior problema é a dificuldade em criar uma equipa estável ao longo do tempo. Por exemplo: dos professores que participaram no projeto de que falamos, apenas duas professoras (para além de mim, está claro) continuam a trabalhar cá na escola.

Todos os anos tens de recomeçar todo o trabalho, de conhecer os colegas, de criar empatias, dar a conhecer cada projeto e por fim desafiar os colegas a participar.

Os professores e diretores de turma são a nossa ligação aos alunos. São eles que, após a nossa exposição do projeto, podem desenvolver o trabalho com eles, durante as suas aulas e enquadrar a participação no projeto com os objetivos curriculares. É a descontinuidade do professor (que hoje está, mas para o ano pode não estar) que dificulta o trabalho e condiciona os resultados, mas querer é poder!

AEAR – Como é a aceitação?

Ana Fermoselle – A aceitação é boa e, nos alunos, é tanto melhor quanto implique uma saída fora da escola, fora do país.

AEAR – Essas saídas, exigem algum esforço financeiro, correto? De onde provêm os apoios para as saídas dos alunos ao estrangeiro, por exemplo?

Ana Fermoselle – Nós não temos apoios. A Comissão Nacional da UNESCO depende do Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas não estão aptos a apoiar-nos financeiramente. O desafio é feito e o apoio é apenas institucional, o apoio financeiro somos nós que devemos encontrar. A autarquia tem ajudado (e muito), os Encarregados de Educação e a Escola também comparticipam. Curiosamente o tecido empresarial que no Concelho de Oeiras é tão significativo, não participa ou não tem mostrado interesse em ajudar no financiamento dos projetos.

Por exemplo: No ano passado levámos um grupo de alunos à sede das Nações Unidas em Nova Iorque, enquadrado no projeto Atlântico das Escolas Associadas da UNESCO, de Educação para a Cidadania e Desenvolvimento Sustentável. Foi preciso um enorme esforço financeiro para o concretizar, tendo apenas sido possível com o apoio da autarquia. As empresas contactadas, ou simplesmente não responderam ou, delicadamente se escusaram.

AEAR – Qual foi o objetivo desse projeto?

Ana Fermoselle – O principal objetivo foi Dar Voz aos Jovens nas Nações Unidas. O tema foram os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável constantes na Agenda 2030. Os alunos dos 10º, 11º e 12º anos desenvolveram um trabalho que apresentaram e deixaram na sede das Nações Unidas, mais propriamente na Office of the Secretary-General´s Envoy on Youth.

Dentro deste mesmo tema, os alunos do secundário, vão este ano à Escola Secundária de Sá da Bandeira, Santarém, apresentar um trabalho. É o XXI Encontro Internacional de Jovens Cientistas das Escolas Associadas da UNESCO, um fórum de jovens estudantes de Portugal, Espanha, Andorra, Alemanha, Itália, EUA, Brasil, Angola e S. Tomé e Príncipe, onde o tema a debater é os Oceanos: “Que oceanos queremos para o futuro?”

Este ano o trabalho foi desenvolvido com professores de Biologia. Os alunos do 10º ano de Ciências e Tecnologias desenvolveram um trabalho sobre a influência da comunidade de fumadores no mar. De forma algo resumida, os restos dos cigarros que são deitados fora, as beatas, por ação das forças da natureza acabam por chegar ao mar, contribuindo de forma muito significativa, mais do que tu ou eu pudéssemos imaginar, para a contaminação da vida oceânica e, por consequência, para contaminação da nossa vida através dos chamados microplásticos.

AEAR – O que está mais previsto para o presente ano?

Ana Fermoselle – Este ano estamos ainda a dar continuidade ao Projeto Atlântico, dando voz junto das instituições que nos representam a uma faixa etária mais jovem, levando um grupo de alunos do 8º ano à sede da UNESCO, Paris, no projeto que intitulámos “Building Bridges, Learning Citizenship”.

Mais uma vez os trabalhos estão centrados nos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Os alunos estão a elaborar uma Carta de Intenções com as suas reflexões sobre os problemas locais e mundiais e respetivas propostas de solução, a apresentar e entregar junto da Diretora-Geral da UNESCO e da Coordenadora Internacional das Escolas Associadas da UNESCO.

Apesar de os alunos terem a perceção que este tipo de trabalho que desenvolvem não irá ser facilmente acolhido pelas entidades governativas, pois poderá não trazer contrapartidas económicas, o facto de ser pensado primeiro a nível local – na turma, na escola, na família ou no bairro – leva a um entendimento do género “certo, eu não consigo mudar o mundo com isto mas posso ajudar a mudar o mundo ao pé de mim”.

Conseguimos assim através deste tipo de projetos que os alunos tenham influência junto dos seus pares, dos seus amigos, dos seus familiares, que passem a mensagem, que ajudem a educar, na medida em que eles mesmos tomam consciência dos problemas e alteram os seus comportamentos e deixamos que eles, os jovens, também nos eduquem, num processo que cada vez mais se quer bi-direcional, de cá para lá e de lá para cá.

O gabinete de comunicação do Agrupamento de Escolas Aquilino Ribeiro agradece a disponibilidade da professora Ana Fermoselle.

Ana Fermoselle, Coordenadora Nucleo  UNESCO AEAR
Ana Fermoselle, Coordenadora Nucleo UNESCO AEAR